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Brasil sobe na Classificação Global de Políticas de Computação em Nuvem, indica estudo da BSA

Primeiro relatório que acompanha políticas globais de nuvem indica que Japão, Austrália e EUA lideram

Brasil — 12 de março de 2013 —

Em análise pioneira do dinâmico cenário internacional de políticas de computação em nuvem, um novo estudo posiciona o Brasil em 22ᵒ lugar no ranking, contabilizando 44,09 pontos, entre as 24 economias líderes em TI. Tal colocação representa uma melhora em comparação com a posição inicial de 24ᵒ lugar no ano anterior, quando o País tinha terminado na última colocação, com 35,06 pontos.

A BSA|The Software Alliance avaliou leis e diretrizes nacionais em sete áreas críticas para o desenvolvimento de um mercado de nuvem globalmente integrado. As conclusões publicadas hoje na Classificação Global BSA 2013 de Computação em Nuvem se acrescentam às da primeira edição do estudo, publicada no início de 2012.

“É encorajante observar o Brasil subindo na classificação por meio da adoção de políticas que estimulam a inovação em nuvem — mas sempre existem oportunidades de melhoria,” declarou o diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru. “As políticas de todos os países afetam o mercado global em nuvem. É essencial que o País, por meio de legislação específica, se empenhe em concretizar melhorias na área de privacidade de dados e, além disso, atue na solução de falhas no campo da proteção à propriedade intelectual e que trabalhe na atualização das leis de direitos autorais, de modo que abarquem melhor as novas tecnologias e contribuam na redução dos índices de pirataria on-line, a fim de melhorar ainda mais sua posição e estimular o crescimento da nuvem global.”

O país que mais subiu na Classificação foi Singapura, atualmente na quinta colocação, que saltou cinco posições ao adotar uma nova lei de privacidade que inspira confiança entre os usuários e ao mesmo tempo promove inovação comercial. O estudo indica que o Japão permanece na liderança da classificação global, com uma ampla plataforma de leis apoiando o comércio digital. A Austrália permanece na segunda posição, e os EUA subiram para a terceira colocação, deixando a Alemanha no quarto lugar.

O estudo indica que o progresso em políticas relativas à nuvem emperrou em muitos dos maiores mercados de TI no mundo. Em especial, todos os seis países de União Europeia abrangidos pelo estudo perderam posições na classificação. Outros estão efetivamente se desligando do mercado global — com políticas especialmente danosas na Coreia, na Indonésia e na China.

“Observamos um progresso irregular no cenário de políticas de computação em nuvem,” declarou o Presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman. “Regras incompatíveis de privacidade e segurança estão dificultando o fluxo de dados entre países, e muitos países estão separando fatias da nuvem para si próprios. Esse tipo de atitude sabota a potencial economia de escala que beneficiaria a todos.”

A fim de explorar o máximo dos benefícios da computação em nuvem, a BSA defende um modelo de políticas abrangendo cada uma das sete áreas do estudo — privacidade de dados, segurança digital, crimes digitais, propriedade intelectual, interoperabilidade tecnológica e harmonização legal, livre comércio, e infraestrutura tecnológica.

Especificamente, a BSA recomenda que legisladores adotem as seguintes atitudes:

  1. Garantia da privacidade: O usuário deve poder confiar no tratamento cuidadoso de suas informações, e provedores devem ter a liberdade de movimentar dados eficientemente por meio da nuvem.
  2. Promoção da segurança: A gestão efetiva de riscos exige flexibilidade na implementação de soluções de ponta em segurança.
  3. Combate ao crime digital: Tanto os encarregados da aplicação da lei quanto os fornecedores de nuvem necessitam de mecanismos legais efetivos para o combate ao acesso ilícito a dados.
  4. Proteção da propriedade intelectual: A lei deve oferecer proteção clara e aplicação efetiva da lei no combate a violações das inovações por trás da nuvem.
  5. Garantia da portabilidade de dados e harmonização de regras globais: Governos devem trabalhar em conjunto com a indústria para desenvolver padrões que facilitem o fluxo de dados e ao mesmo tempo minimizem obrigações legais conflitantes.
  6. Promoção do livre comércio: Eliminação de barreiras tais como preferências por produtos e fornecedores específicos.
  7. Reforço da infraestrutura de TI: Fornecimento de incentivos ao investimento em banda larga e promoção do acesso universal.

A classificação completa incluindo os 24 países, incluindo conclusões detalhadas do Brasil e o modelo de políticas da BSA está disponível em www.bsa.org/cloudscorecard.

Sobre a BSA

BSA|The Software Alliance (www.bsa.org) é líder global na defesa da indústria de software. É uma associação de empresas de porte mundial que investem bilhões de dólares anualmente na criação de soluções de software que estimulam a economia e melhoram a qualidade da vida moderna. Por meio de relações internacionais com governos, de esforços de defesa da propriedade intelectual e de atividades informativas, a BSA expande os horizontes do mundo digital e gera confiança nas novas tecnologias que o impulsionam.

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Gabriela Potti
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